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| Vencedores e Finalistas Parceiros |
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| Vencedores | ||||||
Primeiro lugar: Associação Lua Nova A missão da Associação Lua Nova é resgatar a auto-estima, o espaço social e o direito à maternidade de jovens mães em situações de risco; possibilitando a vivência prazerosa do papel materno e a formação de crianças saudáveis. A Lua Nova tornou-se referência nacional para programas de inserção social de jovens mães e seus filhos e oferece projetos para as comunidades vizinhas. O plano de negócio da Lua Nova é o projeto Empreiteira - Escola cuja finalidade é formar uma equipe de jovens mães especializada na construção civil em quatro níveis: fábrica de tijolos ecológicos; agência de serviços de hidráulica, elétrica, revestimento, pintura e manutenção; jardinagem e hortas orgânicas e construção integral de casas de baixo custo. Além disso, o "Empreiteira-Escola" objetiva a geração de renda às jovens e à organização através da venda de produtos e serviços para a população carente. O público-alvo inclui a população de baixa renda, prefeituras (projetos habitacionais e multiplicação das tecnologias), lojas de materiais de construção, condomínios, parques públicos e ONGs. A metodologia poderá ser replicada em outros estados uma vez que o curso de capacitação não exige a alfabetização do público-alvo e, portanto, tem o potencial de atingir a população excluída do sistema social. Segundo lugar: CEAPS - Projeto Saúde e Alegria O CEAPS - Centro de Estudos Avançados em Promoção Social e Ambiental / Projeto Saúde e Alegria tem como missão: "promover processos participativos e integrados de desenvolvimento comunitário, na região Oeste do Pará, nas áreas de saúde, educação, organização comunitária e geração de renda". Atua junto a comunidades onde vivem aproximadamente 29.000 ribeirinhos extrativistas dos rios Tapajós, Amazonas e Arapiuns, na área rural dos municípios de Santarém, Belterra e Aveiro, no médio amazonas paraense. O plano de negócio propõe a comercialização da cestaria artesanal de palha de Tucumã - uma viva tradição nas comunidades ribeirinhas da região - manejada sustentavelmente, de acordo com critérios internacionalmente reconhecidos. Estima-se que o benefício advindo da implementação do plano de negócio possa beneficiar, no curto prazo, 120 famílias de 4 comunidades vizinhas, para então atingir 250 famílias destas mesmas comunidades. No longo prazo, o negócio pretende atingir as 143 comunidades junto às quais o Projeto Saúde e Alegria atua. A expectativa de ampliação de impacto, baseada nos fatos já mensurados em Urucureá, está: no incremento da renda familiar através de alternativas sustentáveis e do envolvimento de mulheres e jovens em atividades produtivas integradas com suas rotinas diárias e responsabilidades; no fortalecimento do papel das mulheres e jovens no processo decisório nas famílias e na vida comunitária; na valorização dos recursos existentes na comunidade e no estímulo a seu uso sustentável e na recuperação, valorização e socialização dos conhecimentos tradicionais acerca do uso dos recursos da floresta. Terceiro lugar: Fundação Vitória Amazônica A missão da FVA é a conservação do meio ambiente aliada à melhoria da qualidade de vida dos habitantes da região Amazônica. Entre as premissas de trabalho que desenvolve nos municípios de Barcelos e Novo Airão, no Estado do Amazonas estão o respeito às culturas, à diversidade biológica e à étnica regional. Os grupos com os quais trabalha são: moradores do PNJ-Parque Nacional do Jaú, professores da rede municipal rural de Barcelos e organizações da sociedade civil. Seus principais projetos são: assessoria a organizações da sociedade civil, capacitação de professores da zona rural e pesquisa e desenvolvimento de alternativas econômicas não predatórias junto a populações da bacia do rio Negro. A FVA tem como objetivo desenvolver um plano de negócio da cadeia produtiva do pescado da Associação dos Pescadores de Novo Airão-APNA, que atualmente pratica a pesca artesanal não predatória e comercializa o pescado no porto da cidade de Novo Airão. Além de expandir o mercado, a Associação tem interesse de beneficiar os produtos para desta forma agregar valor e aumentar a renda dos seus sócios. A Associação acredita que com um plano de negócio elaborado e implementado, em cinco anos ela conseguirá um aumento de 50% de sua produção e expandir para mais 3 mercados urbanos, próximos ao Município. |
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| Finalistas | ||||||
Abrale - Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia A missão da Abrale é divulgar informações e oferecer suporte a pacientes com linfoma e leucemia, mobilizando parceiros para que o melhor tratamento esteja disponível no país. Fundada em setembro de 2002 e dirigida por pacientes e familiares, a ABRALE é uma organização não governamental sem fins lucrativos, que conta com a participação e o apoio de um Comitê Científico Nacional e possui núcleos regionais em várias cidades brasileiras. O plano de negócio prevê a criação do projeto MEDULA DKMS Brasil que envolve a implantação e administração do 1º Centro de Captação de Doadores Voluntários de Medula Óssea administrado por uma organização da sociedade civil no Brasil. O projeto inclui a captação de doadores voluntários e o repasse dos dados ao REDOME (Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea). O objetivo é ampliar o número de doadores voluntários de medula óssea no Brasil para aumentar as chances de cura para pacientes com doenças hematológicas. Os beneficiários do projeto serão todos os pacientes de doenças hematológicas e o público-alvo serão doadores voluntários em potencial e registros nacionais e internacionais de doadores de medula óssea. APAEB - Associação dos Pequenos Agricultores do Município de Valente A APAEB tem como missão promover o desenvolvimento social e econômico sustentável, visando a melhoria da qualidade de vida do pequeno produtor rural da região sisaleira baiana. Criada em 1980, no semi-árido baiano - uma região de grande exclusão social - a APAEB Valente conta, atualmente, com 716 famílias associadas, gerando mais de 800 empregos diretos e movimentando mais 10 milhões de reais na economia local em forma de salários e compra de matéria-prima dos agricultores. Para alcançar seus objetivos, esta organização busca intervir diretamente na economia da região, procurando agregar mais valor a produção dos pequenos agricultores através de diversos projetos e atividades, além de exercer também função educativa, cultural e recreativa. Diante da queda da produção de sisal e da pouca diversificação da produção, a APAEB, com experiência na criação de soluções para o desenvolvimento de regiões semi-áridas, pretende criar um Centro de Disseminação Tecnológica que comercializará, inicialmente, quatro diferentes kits tecnológicos: o Policultor, o Forragem, o Sertão com Água e o Energia Limpa. Cada kit será composto por um conjunto de instrumentos e curso de capacitação. Seu objetivo é aumentar e diversificar a produção dos pequenos produtores da região sisaleira e gerar mais uma fonte de recursos para a organização. O público - alvo dos kits tecnológicos é o pequeno produtor das regiões semi-áridas baianas que tenha interesse na melhoria, aumento e diversificação de sua produção, buscando o incremento em sua renda e melhoria da qualidade de vida. Ecoorgânica-Cooperativa de Produtores Familiares Orgânicos A Ecoorgânica tem como missão "promover a inclusão de agricultores familiares no mercado através da comercialização de produtos orgânicos certificados". A Cooperativa é formada por produtores rurais de sete municípios de Pernambuco. Conta com um quadro de 49 sócios prestadores de serviços no acompanhamento à produção, beneficiamento e comercialização, e 111 famílias cooperantes. O setor de beneficiamento tem a meta de processar 4 toneladas/dia de produtos atingindo segmentos diversificados, hoje inacessíveis aos produtores familiares sem organização. O negócio a ser desenvolvido é a complementação do entreposto de vendas dos produtos orgânicos Horta & Vida na capital Recife. Tal empreendimento tem como objetivos: criação de um ponto de vendas de produtos orgânicos in natura e beneficiados, o que é inédito na cidade, ampliando o mix de produtos hoje restrito a hortaliças e legumes; transferência da central de telemarketing, do interior do estado para a capital, diminuindo assim os custos com telefonia e otimizando o pré e pós-venda; local para organização, montagem e distribuição das cestas orgânicas realizadas pela internet; implantação de um pequeno restaurante especializado em pratos com ingredientes orgânicos. O projeto busca reduzir a influência de intermediários na venda dos produtos e consolidar a marca Horta & Vida, que representa o trabalho com jovens e pequenos produtores. Fundação Terra Mirim A missão da FTM é desenvolver ações sócio-educativas, ecológicas, integrativas, que implementem a auto-sustentabilidade e fortaleçam o desenvolvimento comunitário sustentável visando à proteção ambiental e o respeito à vida. Atua junto à comunidade do vale do Rio Itamboatá em Simões Filho, Bahia. Os atuais beneficiários diretos e indiretos das suas ações somam cerca de 3.000 pessoas, inseridas numa população potencial de 10.000, residentes numa área de grande degradação sócio-ambiental. O objetivo do plano é a comercialização de óleos essenciais a partir do cultivo orgânico de ervas aromáticas nativas da região. A produção será direcionada para indústrias de cosméticos e de produtos para aromaterapia, sintonizadas com a tendência do mercado internacional de consumo de produtos orgânicos provenientes da biodiversidade brasileira, sobretudo o Europeu. O plano visa à inserção social e sustentabilidade para as famílias, que são chefiadas por mulheres acima de 40 anos em 68% dos casos na região. Além disso, contempla todas as etapas da cadeia de suprimentos, incentiva a produção coletiva consorciada, em modelo de agricultura familiar. Promove a valorização e perpetuação das raízes culturais e do conhecimento popular sobre ervas e sua integração com a ciência. Instituto Sea Shepherd Brasil A missão do Instituto Sea Shepherd Brasil é realizar ações que visem o estudo, educação e a conservação dos recursos marinhos do Brasil. Fundado em 1999, a ONG gerencia uma rede de 7.019 voluntários, possui 02 sedes e uma equipe de 15 pessoas, entre coordenadores, técnicos e consultores. Em seus 6 anos de existência firmou inúmeras parcerias e realizou ações na costa brasileira e seminários no Chile e Uruguai. O ISSB propõe um plano de negócio para oportunizar o acesso de comunidades artesanais ao uso do Selo "Práticas de Pesca Ambientalmente Responsáveis". O Selo é uma ferramenta que avalia o esforço de pesca desde a captura até o processamento e a comercialização, com o intuito de orientar os consumidores, e sensibilizar o setor pesqueiro para adoção de práticas ambientalmente sustentáveis, socialmente justas e economicamente viáveis. Um dos objetivos centrais deste selo é oportunizar a pequenas comunidades tradicionais de pescadores a inserção em redes de comércio justo fomentando seu desenvolvimento. O plano de negócio será focado na Comunidade de Pescadores do Pântano do Sul/Florianópolis, que comercializa sua produção in natura, necessitando de capacitação, insumos e serviços para adequarem suas práticas de pesca e agregarem valor a seus produtos. Estima-se que, em um ano, cerca de 300 membros de 2 comunidades de pescadores artesanais serão atendidos com os cursos de capacitação, oficinas e auxílios para aquisição de equipamentos, inserindo-se também, desta forma, num Processo de Certificação cooperativo que incentiva a gestão compartilhada dos recursos marinhos. OIBI - Organização Indígena da Bacia do Içana A OIBI - Organização Indígena da Bacia do Içana - fundada em 1992, filiada a FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro), representa 17 comunidades Baniwa com sedes na comunidade Tucumã Rupitá e na cidade de São Gabriel da Cachoeira, onde funciona seu entreposto comercial. Sua missão é garantir a qualidade de vida das comunidades indígenas Baniwa do Rio Içana através de mecanismos participativos que promovam bem-estar social intercultural e desenvolvimento regional sustentável. O plano de negócio prevê a comercialização, em determinados nichos de mercado urbano, da pimenta em pó artesanalmente feita pelas mulheres do povo indígena baniwa. A idéia é que, aproveitando-se da infra-estrutura já existente para a produção e a comercialização do artesanato, crie-se outro negócio sustentável que dê retornos financeiros, organizacionais e culturais compensadores ao povo Baniwa, complementando os benefícios sociais da cestaria de arumã e dilua os custos operacionais e administrativos da OIBI. A pimenta socada é usada na culinária baniwa como tempero de peixes e faz parte da mitologia baniwa, sendo usada nos rituais de iniciação dos meninos.O processo de extração é simples e pode ser acompanhado por pesquisadores que já atuam junto aos baniwa para investigar os impactos da extração de matéria-prima para artesanato. Espera-se que com a comercialização da pimenta o papel da mulher seja fortalecido na sociedade baniwa já que o artesanato fica a cargo dos homens e a pimenta é extraída pelas mulheres. TERRA VIVA - Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Extremo Sul da Bahia Fundado em 1992, a missão do Terra Viva é contribuir para a consolidação da agricultura familiar do extremo sul da Bahia, através do desenvolvimento de sistemas sustentáveis de produção agrícola e preservação ambiental. Os produtos principais são os derivados de mandioca (farinha, biju e polvilho doce) produzidos por agricultores familiares tradicionais e de áreas de reforma agrária acompanhados pelo TERRA VIVA. O plano de negócio tem como objetivo a comercialização de bijus, produzidos por agricultores familiares agroecologistas. Além dos processos de comercialização, serão desenvolvidas capacitações visando à manutenção da qualidade do produto e o gerenciamento do processo comercial. O público alvo do negócio são os turistas que visitam anualmente o município de Porto Seguro, na região do Extremo Sul da Bahia e os estabelecimentos do setor hoteleiro (pousadas, hotéis) localizados na cidade. A capacidade de produção anual é de 219 toneladas e planeja-se comercializar no primeiro ano 32 toneladas de biju. Além da capacitação à comunidade, o Terra Viva pretende viabilizar o sistema de distribuição da produção através da aquisição de veículos ou construção de parcerias para o transporte. |
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